Divas

Glamour, sucesso, flashes, autógrafos, tudo isto caracteriza uma diva. Porém, por traz destes quesitos, existe uma mulher mortal como qualquer outra. Mas será que elas tinham o direito e podiam se comportar como uma simples mulher? Foram elas ditadoras de estilo, beleza e comportamento. Se as divas não tivessem existido, o mundo hoje seria menos belo. Através de anos de pesquisa sobre as divas, divido com vocês o que captei de algumas delas:

 

Marilyn Monroe

Marilyn Monroe é sem sombras de dúvida, o verdadeiro mito de Hollywood. Foi ela possuidora de uma beleza sensual, angelical e sedutora que arrancava suspiros de homens e mulheres quando aparecia nas telas. Os diretores e fotógrafos diziam que ela fazia amor com a câmera. Marilyn foi produzida para substituir Jean Harlow, conhecida como a “Vênus platinada” da década de 30, que morreu de repente no ano de 1936. Mas acabou superando á todas as estrelas e imortalizando seu estilo. Hoje Marilyn é influência total no padrão de beleza. Nasceu em 1926 e morreu ainda jovem e bela, em 1962 aos 36 anos de idades. Se a morte de Miss Monroe foi suicídio ou não, creio que nunca saberemos. Mas a sua exuberante imagem jamais se apagará da nossa mente e de muitas gerações que ainda virão. Boa atriz? Sim. Perfeita como Katharine Hepburn? Não. Mas única como ela.

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Alguns ítens da Marilyn à venda:

1-Documentário sobre os últimos dias e o filme inacabado, em DVD. Valor: 79,00.

2-Marilyn cantando várias canções: Ex: A fine romance. Importado. Valor: 59,00.

3-Livro com fotos belíssimas de marilyn.Importado. Valor: 260,00.

 

Brigitte Bardot

Talvez eu tivesse motivos para não gostar de Bardot. Mas não tenho. Pois foi ela a responsável, em parte, pelo fim do glamour de Hollywood, ao chegar dominando a década de 60, lançando um estilo descontraído. Madeixas longas e soltas, pouca maquiagem no rosto e quase roupa nenhuma no corpo, ao invés daqueles glamourosos penteados e vestidos que víamos na tela nas décadas de 20 a 50. Mas junto disto veio toda uma tendência de moda que prevaleceu na mudança de décadas. Brigitte foi a primeira esposa da série blonds, do cineasta francês, Roger Vadim. Inclusive foi ele quem a lançou ao mundo cinematográfico, quando explorou sua sensualidade no magnífico filme, ”E Deus criou a mulher”. Brigitte está entre nós até hoje, (2010), mas distante das câmeras por um bom tempo, por opção. È a maior protetora dos animais. Além dos filmes, Brigitte gravou deliciosas canções em vários long players. Uma destas gravações, é a música “Maria Ninguém” do compositor brasileiro Carlos Lyra. Brigitte Bardot esteve no Rio de Janeiro em 1964 e é a responsável pela popularização de Búzios, lugar que tanto amou.

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Marlene Dietrich

A alemã Dietrich teve as pernas mais lindas de Hollywood, assegurada em milhões de dólares. Assim como também teve fama de ser arrogante e prepotente. Mas como ela mesma dizia “em certas pessoas, arrogância fica bem”. Mas isto não deixava de ser característica de uma personalidade de sucesso criado por ela. Marlene nasceu em Berlim no começo do século XX e morreu em 1992 aos 90 anos de idade, em Paris, após permanecer enclausurada por 20 anos em seu apartamento. Foi casada uma única vez, teve uma filha (Maria Riva) e por tradição não se separou,mas teve fama por ter vários casos amorosos, inclusive com outras mulheres famosas. Seu filme de maior sucesso foi “Blue Angel”, produzido em 1930 na Alemanha. Foi este trabalho, o responsável pelo seu grandioso sucesso internacional. Além de atriz, Dietrich foi uma fantástica cantora, deixando uma imensa discografia para degustarmos. Ela esteve no Rio de Janeiro em 1959, se apresentando no Golden Room do Copacabana Palace Hotel. Deste show nasceu um disco onde ela canta “Luar do Meu Sertão” do saudoso Luiz Gonzaga.

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The Essential

CD de edição americana com 23 canções, incluindo “Lola” que foi a sua primeira música de sucesso, trilha do filme Blue Angel (1930). Valor: 60,00.

 

Josephine Baker

Após tentar um inatingível sucesso nos Estados Unidos, país onde nasceu, Josephine partiu para a Europa, chegando em Paris em 1925. Na capital francesa, Miss Baker explodiu nos shows do Folies-Bergère, onde marcou seu estilo usando somente um saiote de bananas e exibindo seus belos e empinados peitos naturais. Negra e nua, Josephine escandalizou toda a sociedade Parisiense, mas conseguiu ocupar o lugar de destaque como uma grande cantora-dançarina de music-hall. Radicou-se cidadã francesa e por lá permaneceu toda a vida, sendo destaque na imprensa sensacionalista e morando num castelo. Como o destino não permitiu que Josephine tivesse filho natural, ela adotou varias crianças, sendo uma de cada etnia, para provar ao mundo, que todas as raças podem viver em harmonia. Já idosa e com muita dificuldade financeira, Miss Baker faleceu feliz após iniciar uma temporada de shows, comemorando seus cinqüenta anos de carreira. Josephine atuou em poucos filmes, mas sua discografia, cantada em vários idiomas, é enorme e muito rica culturalmente. Miss Baker esteve se apresentando varias vezes no Brasil. Numa delas, em 1939, dividiu o palco do extinto Cassino da Urca, com o saudoso ator Grande Otelo.

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1-CD Joséphine Baker (Ja Deux Amours) made in Portugal. Onde ela canta 22 canções em francês. Valor: 65,00.

 

2-Filme (A princesa TamTam) Musical de 1935. Valor:80,00.

 

Greta Garbo

Garbo foi sem duvida alguma, a mais enigmática de todas as estrelas do cinema. Detestava fotógrafos, nunca dava entrevistas e deixou poucos autógrafos registrados. Inclusive uma vez, na casa de Carmem Miranda, negou um pedido de autógrafo a Aurora Miranda, irmã da atriz brasileira. Carmem Miranda foi uma das poucas e privilegiadas atrizes, à receber a visita de Garbo, que não ia a casa de ninguém. Retirou-se cedo das telas, no início da década de 40, ao cansar de fazer papéis frágeis e românticos, onde, na maioria das vezes o personagem morria no final. Garbo foi a única atriz a conservar a imagem beleza plena, ainda em vida, por ter se recolhido antes do envelhecimento. Viveu enclausurada por quase cinqüenta anos e sempre correndo da imprensa, vindo a falecer aos 90 anos de idade. Ao sair de casa para ir para o hospital, Garbo percebeu flashes vindos de traz de arvores e disse: ”Eles não me deixam nem morrer em paz”. Seu maior hobby foi colecionar obras de grandes artistas, entre eles Renoir e Picasso. O Brasil não teve o privilégio de receber a visita da misteriosa Greta Garbo.

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Jean Harlow (A Vênus Platinada)

A loríssima Harlow foi a grande precursora do cinema falado. Foi ela quem trouxe o estilo platinun blonde aos anos 30, assim retirando o visual vampiresco, do cinema mudo. Foi a grande inspiradora para a criação de Marilyn Monroe nos anos 50. Harlow reinou por apenas dez anos no estrelato, mas chegou a ser a estrela numero um, dos estúdios da MGM. Dividiu a tela com os grandes astros durante toda a sua curta carreira. Entre eles, os galãs Spencer Tracy e Clark Gable. Harlow morreu prematuramente em 1936, com somente 26 anos de idade. A fatalidade se deu após ficar trancafiada pela própria mãe, em sua casa, por uma semana em estado lastimável. A religião da mãe de Harlow era contra cirurgias e acreditava ela que suas orações iriam salvar a filha. È muito agradável ver as atuações inusitadas de Harlow nos muitos filmes que atuou, a maioria comédias. Ela escreveu um delicioso romance, ao qual deu o nome de: “Today is Tonight”, publicado posteriormente a sua morte.

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Ava Gardner

Apelidada de “O animal mais lindo do mundo”, Ava foi a mais bela de todas as atrizes. A harmonia dos seus traços era perfeita. Casou-se algumas vezes com grandes nomes do cinema. Entre eles, o ator Mickey Rooney e o cantor Artie Shaw. Mas foi com Frank Sinatra que Ava teve o relacionamento mais conturbado de Hollywood. Foi ela a maior amiga do multi-milionário Howard Hughes, que apesar de rico e apaixonado por ela nunca conseguiu conquistá-la. O filme de maior sucesso de Ava foi : “A Condessa Descalça”, com o grande Humphrey Bogart. Miss Gardner esteve no Rio de Janeiro em 1954 para divulgar este filme, mas a sua visita não foi tão agradável como ela esperava. Não gostou das acomodações do Hotel Gloria, onde estava hospedada e existem boatos de que ela, furiosa, jogou os móveis do quarto pela janela, embora ela, em sua autobiografia, negue tais boatos. Ava foi embora do Rio, dizendo que odiou a cidade. Apesar de desejar muito, a bela Ava não teve filhos e morreu aos 68 anos, em janeiro de 1990, em Londres.

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